Gestão de Riscos

O Banco Capital, atendendo às disposições da Circular 3477/09 vem divulgar as informações referentes à Gestão de Riscos, ao Patrimônio de Referência Exigido (PRE) de que trata a Resolução 3490/2007 e à adequação do Patrimônio de Referência (PR) de que trata a Resolução 3444/2007.

 

1. Definições

 

Risco:

Segundo o dicionário Aurélio, define-se por Risco:

- perigo ou possibilidade de perigo;

- situação em que há probabilidades, mais ou menos previsíveis, de perda ou ganho.

 

Numa empresa, risco pode ser definido como a ação, evento ou situação que pode impactar o atendimento aos objetivos da organização.

 

Risco Operacional:

Segundo a Resolução nº 3.380/06 do Banco Central do Brasil define-se como risco operacional a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas ou de eventos externos. Inclui também o risco legal associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela instituição.

 

Risco de Crédito:

Decorre da possibilidade de ocorrência de perdas em função da contraparte, numa operação de crédito, deixar de cumprir suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados. Engloba o risco de credito da contraparte, da intermediadora ou convenente e a possibilidade de desembolsos para honrar avais, fianças, etc.

 

Risco de Mercado:

Possibilidade de perda decorrente da alteração do valor de um instrumento financeiro ou de uma carteira de instrumentos financeiros, em virtude da volatilidade das variáveis existentes no mercado (taxa de juros, taxa de câmbio, ações, commodities, etc.), causada por fatores adversos, políticos ou outros.

 

Risco de Liquidez:

Possibilidade da instituição não ser capaz de honrar seus compromissos no vencimento. Esse risco pode ser classificado em Risco de Liquidez de Fluxo de Caixa e Risco de Liquidez de Mercado. O Risco de Liquidez de Fluxo de Caixa pode ocorrer devido a descasamentos entre os pagamentos e recebimentos que afetem a capacidade de pagamento da instituição. O Risco de Liquidez de Mercado pode ser ocasionado pela perda na liquidação de uma posição de participação relativamente significativa no mercado e/ou de perda do valor dos ativos que compões a liquidez.

 

 

2. Gestão de Riscos

 

Tem como principal objetivo o gerenciamento dos riscos da instituição, contribuindo com atividades de identificação de eventos, avaliação dos riscos, monitoramento contínuo e controle/mitigação, a fim de reduzir a probabilidade de que os riscos se materializem, ou de amenizar seu impacto.

 

Os instrumentos de gerenciamento de risco da Instituição incluem estrutura de controles internos revisada periodicamente com vistas à manutenção de um adequado acompanhamento de riscos operacionais, de crédito, de liquidez e de mercado.

Sua estrutura de gerenciamento está suportada por:

 

Diretoria - Responsável pela aprovação e revisão periódica das Políticas, Manuais e Procedimentos da instituição, por assegurar que a estrutura está devidamente implementada e é apropriada para suas atividades, provendo-a com recursos adequados.

 

Diretor Responsável por Riscos - Diretor indicado a representar o Banco Capital junto ao Banco Central, responsável por definir as políticas e objetivos gerais e respaldar a Alta Administração com informações relevantes sobre a implementação e gerenciamento dos riscos.

 

Gestor de Riscos – Colaborador designado pelo Diretor Responsável para implementar e gerenciar a estrutura de gerenciamento de riscos operacionais e os seus principais componentes relacionados ao Ambiente de Controle, Avaliação de Riscos e Controles, Atividades de Controle, Monitoramento e Correção de Deficiências, bem como o processo de Informação e Comunicação, exercendo suas funções de forma segregada daquelas relacionadas à auditoria interna prevista na Resolução CMN 2554/98.

 

Auditor Interno – responsável pela auditoria em todos os setores da instituição com foco nos Controles Internos.

 

 

3. Risco Operacional

 

A Instituição vem trabalhando de forma efetiva na implementação e manutenção da cultura de controles, avaliando a incidência de riscos,  identificação de planos de ação e controles mitigadores.

 

O sistema de Controle de Riscos Operacionais contempla Matriz de Riscos e Controles, que padroniza a linguagem e facilita o entendimento  de todos os funcionários.

 

A instituição, através desse sistema e em conjunto com o monitoramento de controles internos, registra eventuais perdas operacionais incorridas, realiza avaliações periódicas de suas atividades e processos, identificando os riscos inerentes e a efetividade dos controles praticados e quando necessário implementa planos de ação para mitigar os riscos identificados e aprimorar os controles, mecanismo que resulta em menor exposição a riscos.

 

Assim, o Banco Capital, em cumprimento as disposições da Resolução CMN 3.380/06 gerencia seus riscos operacionais em total consonância com as disposições regulamentares e as melhores práticas do mercado.

 

Sua Diretoria está plenamente engajada no processo, definiu a política de gerenciamento de risco operacional e disponibilizou adequados recursos humanos e materiais para a sua implementação. Aprovou a Estrutura de Gerenciamento de Risco e é responsável pelas informações e divulgação aos colaboradores e clientes.

 

Os processos utilizados, política, forma de comunicação da gestão de Risco Operacional encontram-se descritos nos documentos:

 

- Política de Gerenciamento de Risco Operacional;

- Estrutura de Gerenciamento do Risco Operacional.

 

 

 

4. Risco de Crédito

 

O gerenciamento do Risco de Crédito é realizado pelo setor de crédito, que observa rigorosamente a formalização das garantias das

operações de crédito e o atendimento aos normativos internos da instituição, especialmente, o Manual de Crédito.

 

O monitoramento é realizado pelo gestor máster de riscos e compreende a realização de ações destinadas ao acompanhamento das atividades relacionadas à concessão de crédito, inclusive inadimplência.

 

Procedimentos utilizados para monitoramento da concessão de crédito e inadimplência:

 

- Conferência diária das operações de crédito, examinando situação do cliente, como movimentação na conta corrente, confirmação endereço, etc;

 

- Acompanhamento dos títulos vencidos através de relatórios do sistema;

 

- Comparação do ocorrido com o previsto, para que seja assegurada a conformidade com as regras estabelecidas;

 

- Caso ocorra alguma ameaça ou indício de risco, comunicação imediata à diretoria.

 

A política de crédito do Banco Capital é extremamente conservadora e obedece às determinações e normas do Banco Central do Brasil e internas, visando, sempre, a segurança, agilidade e liquidez das suas operações.

 

A instituição adota como princípios básicos para minimizar o risco de perdas provenientes de falta de pagamento de operações de crédito:

 

- Confecção e análise cuidadosa do cadastro do tomador e avalistas, confirmando informações e fazendo atualizações anuais.

 

- Trabalhar com a máxima segurança, cercando-se, sempre, das melhores garantias possíveis, procurando minimizar a inadimplência, visando figurar permanentemente, no “ranking” bancário entre aqueles de melhor liquidez;

 

- Zelar pela saúde financeira de seus clientes, aplicando, sempre que possível, nas suas operações, taxas que possam ser incluídas entre as mais baixas do mercado e que estejam em consonância com as possibilidades do cliente;

 

- A ninguém é atribuída uma alçada para decidir sozinho, concentrando-se todos os poderes de decisão no COMITÊ DE CRÉDITO;

 

- O risco deve ser sempre calculado, jamais se admitindo que, visando lucros maiores, se assuma, também, riscos maiores;

 

- A qualidade do crédito deve ter sempre precedência sobre o aproveitamento aleatório de negócios.

 

O Manual de Crédito é estudado e debatido, pelos setores envolvidos em concessão de crédito, em reuniões internas e está à disposição para consulta de todos os funcionários através da intranet.

 

 

5. Riscos de Mercado e de Liquidez

 

O Gerenciamento do Risco de Mercado tem por objetivo auxiliar na definição de estratégias de atuação para a otimização dos resultados. O Banco Capital, por não fazer captação, trabalhando apenas com recursos próprios e tendo uma altíssima liquidez, não possui riscos de descasamento, minimizando assim os efeitos causados por oscilações do mercado. Considerando a possibilidade da ocorrência de situações adversas, a instituição utiliza testes de estresse cujo objetivo é de medir o comportamento da carteira em situação de crise. A instituição adota o cálculo com base no modelo definido pelo Bacen por meio da Circular 3.464/2007, tendo como referencial o PR da instituição.

 

O acompanhamento do risco de liquidez é realizado pela contabilidade e diretoria considerando as diversas políticas da Instituição, utilizando metodologia de fluxo de caixa dos seus Ativos e Passivos.

 

O Banco Capital considera inexistente o Risco de Liquidez em virtude de aplicar diariamente em torno de 75% do seu Patrimônio Líquido, à taxa SELIC. Gerencia esse risco com acompanhamento diário das aplicações, jamais permitindo  que esse valor esteja abaixo de 30% do Patrimônio Líquido, conforme decidido em reunião da diretoria para definição de estratégias anuais.

 

Os riscos de liquidez e de mercado são monitorados pela diretoria do Banco Capital que se reúne, mensalmente, para discussão do assunto e análise das estratégias definidas, considerando as políticas da Instituição, utilizando metodologia de fluxo de caixa dos seus Ativos e Passivos, para análise do risco de liquidez.

 

* * *

 

Política de Divulgação de Informações do Banco Capital

 

Diretrizes

 

1. A instituição tem obrigação de divulgar todo ato ou fato relevante de forma ordenada, clara e verídica;

 

1.1. Considera-se ato ou fato relevante qualquer situação que possa causar danos materiais ou de imagem para a instituição ou que possa gerar uma “fuga” de clientes.

 

2. Os acionistas controladores e diretores têm a obrigação de avaliar o momento e a oportunidade de divulgação de fato relevante, inclusive quanto à possibilidade de manutenção de sigilo em benefício da instituição quando entenderem que a revelação da informação poderá colocar em risco interesse legítimo da mesma;

 

3. Quanto aos normativos internos, a instituição tem obrigação de divulgar:

 

-  para o novo funcionário, até uma semana após a sua contratação, todas as normas relacionadas ao seu setor ou normas gerais da

instituição;

 

- quando da mudança ou criação de novas determinações, para os funcionários ligados a elas, antes da norma entrar em vigor;

 

3.1. Considera-se normativo interno todos os procedimentos, manuais, políticas emitidas pelo Banco Capital.

 

4. A Gestão de Riscos deve ser conhecida por todos os funcionários da instituição e as informações sobre ela devem ser frequentemente divulgadas pelo setor competente;

 

5. Os acionistas controladores e diretores têm o dever de confirmar a fidedignidade das informações divulgadas e da adequação do seu conteúdo.

 

6. O auditor interno e o gestor de risco são os responsáveis pelo monitoramento dos controles internos e dos riscos inerentes às informações e fatos relevantes e dos normativos internos, na conformidade deste documento.

 

 

Responsabilidades

 

O Diretor Executivo é o responsável pela divulgação de informações referentes a atos ou fatos relevantes, embora os demais diretores respondam solidariamente nos casos de descumprimento das normas relativas a essa divulgação.

 

Os Diretores e todos os empregados que tiverem conhecimento pessoal de ato ou fato relevante deverão comunicá-lo ao Diretor Executivo responsável pela divulgação de informações.

 

A divulgação dos normativos internos específicos de cada setor serão divulgados pelos responsáveis dos mesmos e os de caráter geral serão divulgados pelo setor de pessoal, no momento da contratação ou pela administração, após a criação da norma.

 

 

Sigilo e Confidencialidade

 

Enquanto a informação não for divulgada ao público em geral, inclusive clientes do Banco Capital, os destinatários deverão tratá-las sempre em caráter de confidencialidade e zelando para que todos aqueles que tenham acesso a tal informação saibam de seu caráter confidencial e de sua forma limitada de divulgação.

 

 

Formas e Canais de Divulgação de Informações

 

No caso de divulgação interna, o Diretor Executivo deverá transmitir as informações relevantes pessoalmente, através de reuniões, para que sejam esclarecidas quaisquer dúvidas no instante em que a notícia seja anunciada ou, em situações mais urgentes, por e-mail  institucional.

 

No caso de divulgação externa, o Diretor Executivo, em conjunto com os demais diretores, elaborará um documento que poderá ser enviado por e-mail para os clientes, divulgado no site do Banco ou em qualquer meio de comunicação, a depender do fato.

 

 

Adesão

 

Todos os empregados do Banco Capital deverão assinar Termo de Conhecimento e Adesão à presente política.

 

A presente política fica aprovada a partir desta data, podendo ser revisada a qualquer tempo.

 

 

 

Salvador, 23 de março de 2011.

Alexandre da Cunha Guedes

Presidente

 

Ana Maria da Cunha Guedes Rêgo

Diretora

Tânia Maria da Cunha Guedes Sousa Freire

Diretora

 

Ubirajara Xavier Chamusca

Diretor

 

Banco Capital S/A - Av. Estados Unidos, 258, Comércio, Salvador-BA - Telefone: (71) 2104-1000